Neste dia compartilho uma palavra que quer lembrar a história do Dia Internacional da
Mulher. É sempre de novo oportuno resgatarmos esta história para valorizarmos
este dia tão especial. Mais do que um dia para receber e dar abraços, é um dia
para firmarmos o quanto a mulher é importante e especial na construção de um
mundo bom e agradável de viver. Também compartilho uma confissão de fé escrita
por uma mulher. Nesta confissão percebemos a presença de Deus na história das
mulheres e o quanto a mulher é especial aos olhos de Deus. Uma boa reflexão. E
que Deus te abençoe como mulher em tuas tarefas, nas tuas escolhas, na tua lida
diária. Te abençoe como tecelã de um mundo melhor. Amém.
O fio da história
Lá estavam elas, ao som dos teares,
tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir
e aquecer outros corpos – roupas que elas mesmas
jamais vestiriam.
Já próximas ao limite de suas forças,
exaustas pelas 16 horas de lida diária,
as operárias ainda encontravam ânimo.
Para socorrer companheiras que se esvaíam
tuberculosas;
para saudar crianças recém-nascidas
que saltavam pra dentro da vida
ali mesmo, sob os teares;
e para chorar as envelhecidas jovens
que aos 30 anos agonizavam
em seus postos e se despediam de sua breve vida.
Entretanto embaladas pelo ritmo das máquinas
e com o colo molhado de lágrimas,
gestam sonhos de esperanças:
Salários dignos, melhores condições de
saúde,
jornada de trabalho
que lhes permitisse abraçar
mais longamente suas crianças,
beijar mais ternamente seus maridos
e saborear um pouco mais a comunhão
à mesa na simplicidade dos seus lares.
Contagiadas por esse sonho,
foram compartilhá-lo com o patrão.
Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo,
julgou ser este um caso de polícia
e resolveu transformar aquele sonho divino
em um pesadelo infernal.
No dia 08 de março de 1857,
as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas
e o edifício transformado em um grande crematório,
onde 129 mulheres foram sacrificadas.
Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar
levando consigo o sonho daquelas mulheres,
contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo
que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal.
Mártires cremadas, fios lilases,
gestantes de um mundo melhor
inspiraram Clara Zetkin, a propor,
durante o Congresso Internacional de Mulheres,
realizado na Noruega, em 1910,
a instituição do Dia Internacional da Mulher.
Desde então, a cada 8 de março,
mulheres e homens reafirmam sua tarefa
como tecelãs de uma nova história.
Edemir Antunes Filho e Luiz Carlos Ramos
CREDO DA MULHER

Creio em Jesus, filho de Deus, eleito de
Deus, nascido de uma mulher, Maria (MT 1.18; Lc 2.8ss), que escutava as
mulheres e as apreciava; que morava em suas casas e falava com elas sobre o
Reino; que tinha mulheres discípulas (Lc 8.1-3 + Mc 15.40), que o seguiam e o
ajudavam com seus bens.
Creio em Jesus, que falou de teologia com uma
mulher (Jô 4.7ss), junto ao poço, e lhe revelou, pela primeira vez, que ele era
o Messias (Jo 4.26ss), que a motivou a ir e contar as grandes novas à cidade.
Creio em Jesus, sobre quem uma mulher
derramou perfume, em casa de Simão; que repreendeu os homens convidados que a
criticavam (Mc 14.3-9);
Creio em Jesus, que disse que essa mulher
seria lembrada pelo que havia feito – servir a Jesus (Mt 26.13; Mc 14.9).
Creio em Jesus, que curou uma mulher, no
sábado, e lhe restabeleceu a saúde porque era um ser humano.
Creio em Jesus, que comparou Deus com uma mulher
que procurava uma moeda perdida (Lc 5.8), como uma mulher que varria procurando
a sua moeda.
Creio em Jesus que considerava a gravidez e o
nascimento com veneração, não como um castigo, mas como um acontecimento
desgarrador, uma metáfora de transformação, um novo nascer da angústia para a
alegria.
Creio em Jesus, que se comparou à uma galinha
(choca) que abriga seus pintinhos debaixo de suas asas (MT 23.37; Lc 13.34).
Creio em Jesus, que apareceu primeiro a Maria
Madalena, e a enviou a transmitir a assombrosa mensagem; “Ide e contai...” (MT
28)
Creio na universalidade do Salvador, em quem
não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher, porque somos
um na salvação (Gl 3.28).
Creio no Espírito santo, que se move sobre as
águas da criação e sobre a terra (Gn 1.2).
Creio no Espírito Santo, o Espírito feminino
de Deus, que nos criou, e nos faz nascer, e qual uma galinha nos cobre com suas
asas.
Rachel
Wahlberg (traduzido por Maria Luiza Rückert)
Deus te abençoe:
A Benção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
nos fortaleça
A Benção do filho nascido de Maria,
nos renove
A Benção do Espírito Santo de amor,
Que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todas nós.
E que a comunhão do Espírito Santo transforme
o nosso cotidiano pelas obras das nossas mãos.
Amém.