segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Presente do Dia dos Pais - 2011

Cesta de Café da Manhã da Gaby e Vinho, bala de banana, doce de goiaba e chocolate do Dani... Obrigado Filhãos...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ser Pai é... ser Pai!



No ano de 1993 fomos à Venezuela, Gaby com oito anos, Daniel com seis, Regina, a Mãe dos meus filhos e eu. Fomos enviados pela IECLB para trabalhar na Iglesia Evangélica Luterana en Venezuela, para um contrato de seis anos. Em 1995, nas voltas que o mundo dá, a Mãe dos meus filhos e eu nos separamos. Ela foi viver na Austrália e as crianças ficaram comigo, só nós três, sem avós, sem tios, madrinhas e, num país longe de toda parentela.  E agora, o que fazer? A IECLB ofereceu a possibilidade de voltar e atuar na nossa Igreja no Brasil. Mas também tínhamos o desejo de cumprir com o envio e o chamado de Deus para trabalhar naquele País que tão bem nos aceitou. Dependíamos da IELV (Igreja Luterana na Venezuela) se podíamos ou não continuar por lá. Ao comunicar o fato do divórcio, ficou uma grande dúvida: o que esperar?Como reagiriam os membros, os demais Obreiros da Igreja, o Presbitério? De maneira surpreendente a IELV, através do seu Conselho Diretor e a maioria dos membros disseram que gostariam muito que nós continuássemos.  Lembro como se fosse hoje, após comunicar a decisão da separação, a Senhora Viviene de Ramirez, Tesoureira da Igreja disse: “Pastor, tantas vezes pedimos que você orasse por nós, por nossos filhos, pelas nossas famílias; agora nós vamos orar por ti, seus filhos e sua família”. Ainda hoje quando me lembro desse fato fico emocionado. Como foi bom sentir o apoio de tantas irmãs e irmãos. Também algumas críticas do tipo: “Mas como, um Pastor divorciado?” 


Mesmo com alguns poucos preconceitos, pude sentir o que é ter a Igreja junto da gente, a Comunidade apoiando, os colegas de Ministério dando sempre a maior força. Pude sentir o que é ser Pai. No dia das Mães a Comunidade também me saudava e presenteava. Eu ficava até orgulhoso.  Mas aos poucos descobri que eu devia ser Pai. Afinal ser Pai é...  ser Pai. Eu imaginava que tinha algumas poucas habilidades maternas. Mas eu sabia que só podia ser Pai. E ser Pai já era o suficiente. Caso eu cumprisse bem essa tarefa de Pai, tinha certeza que poderia olhar sempre meus filhos de cabeça erguida. Orgulhoso por cada conquista e, principalmente porque a Gaby era uma excelente filha e o Dani um maravilhoso filho. E eu, bem eu era Pai. Errava, acertava, mas juntos levávamos uma vida de família. Cada qual orgulhoso pela tarefa que recebemos de Deus.

Um ano depois do divórcio, a Igreja da Venezuela me elegeu Pastor Presidente. O contrato de seis anos foi prorrogado para 10 anos. Voltamos ao Brasil. E três anos e quatro meses depois da volta ao Brasil o Sínodo Planalto Rio-Grandense me deu a honra de ser o Pastor Sinodal. E os filhos? Bem, eles também me deixam muito orgulhosos. A Gabriela é Assessora de Comunicação da Universidade Latino Americana de Foz do Iguaçu e o Daniel é Desenvolvedor de Sistema em Passo Fundo. 

Vivemos muitos bons momentos juntos e as dificuldades enfrentamos unidos. Hoje vivo um outro momento. Estou a um ano casado. Sonja e eu pensamos em adotar uma criança. È ainda um sonho que colocamos nas mãos de Deus.  

Deus me deu muitas tarefas. Muitas consegui cumprir, em outras falhei. Mas a missão mais surpreendente, a conquista mais extraordinária que consegui levar adiante foi a da paternidade responsável. Pois ser Pai é mais do que cumprir um papel dentro da família e da sociedade. Para ser Pai, não precisei ser um grande e importante homem, o verdadeiro Pai é aquele que cumpre o papel nos seus mais profundos sentimentos: pelo afeto, pela sintonia, pelo amor, por Deus, por ser filho, por ser Pai.
Pastor João Willig

domingo, 31 de julho de 2011

Refletindo ...


“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.” Desmond Tutu



"Quien permanece neutral en situaciones de injusticia, ha elegido el lado del opresor"

Para meditar...

Tudo o que se COME sem necessidade, rouba-se ao estômago dos pobres. (Gandhi)

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher



O dia 08 de março não é um dia para ser romantizado. Pois, o dia 08 de março tem sua importância para as mulheres, somente na medida em que deixa de lado o romantismo para se ocupar de fato, com a luta das mulheres. Não é um dia para valorizar a beleza feminina. Não é um dia para dar presentes, encher as mulheres de flores. A menos que se entenda isto como um ato de solidariedade.
O dia 08 de março não é um dia romântico, e sim, um dia para lembrar fatos históricos referentes a lutas, protestos e mortes de mulheres que buscavam seus direitos. Se hoje temos espaços e direitos dentro da sociedade é graças à coragem de muitas mulheres que deram sua vida por isto. Por exemplo:
*     A participação feminina durante a Revolução francesa em 1789, que exigia “liberdade, igualdade e fraternidade”.
*     O primeiro congresso da Associação Internacional de Trabalhadores em 1866, que aprovou a participação do trabalho profissional das mulheres.
*      O protesto das mulheres na Indústria Têxtil em Nova York pedindo que o dia de trabalho fosse reduzido de 16 horas para 10 horas. Por causa desta reivindicação, 129 mulheres foram trancadas dentro da fábrica e queimadas vivas.
Quando romantizamos o Dia Internacional da Mulher, minimizamos e ignoramos a luta destas e de muitas outras mulheres que atuam firmemente na sociedade. Não é uma luta que busca por culpados, mas que busca um caminho de trocas, de diálogo e de parceria.
08 de março é dia de mulheres de todo dia.
- Dia que nos põe a caminho e que empurra ao movimento.
- Dia que ensina e traz sabedoria em sua essência.
- Dia internacional de conquista. Desafio. Ensinamento.
- Dia de lembrar luta e independência que se faz no caminho, todo dia, com mãos de mulheres e homens comprometidos com a vida, a justiça e a paz.

Parabéns MULHER pela tua garra e tua coragem a cada dia... 
Deus te abençoe.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bodas de Papel




Comemoração do nosso Primeiro Ano de Casamento.

20 de fevereiro de 2011. 
São 12 meses, 52 semanas, 365 dias, 8.761 horas, 
525.660 minutos, 31.539.600 segundos.



O papel simboliza o primeiro ano do matrimônio por ter o significado da "fragilidade", típico do começo de qualquer relacionamento. No entanto, as bodas de papel, de acordo com a tradição popular, também podem ter a conotação da "flexibilidade" que os casais devem possuir para encarar os desafios da vida a dois.

O papel além de lembrar a fragilidade também tem a sua magia. Podemos criar inúmeras coisas com ele, ou seja, ele possui uma flexibilidade e aceitação muito grande, o que com certeza é muito importante quando duas pessoas resolvem caminhar juntas. É também no papel que podemos ir registrando a história que a cada dia será vivenciada; agora não mais sozinhos, mas em parceria.
O papel representa, também, o começo de tudo, pois é nele que se assina o compromisso do casamento.



Pois é... Há um ano nos unimos pelos laços matrimoniais e durante todo este tempo compartilhamos juntos alegrias e tristezas, problemas e momentos de alegria e prazer. Com certeza, amar e viver com a pessoa escolhida exige determinação e prática diária. Exige a entrega de si mesmo ao bem estar do outro.
Como um papel reciclado, não importa o que aconteça; nosso amor sempre se renovará. O papel amassa, fica marcado com as dobras, recebe a cor da escrita e do desenho, suja, mas... vejam só nunca quebra, mas pode rasgar. Por isso é preciso dedicação e compromisso. E esse é o segredo para que continuemos juntos por anos e anos. Esse primeiro ano é só o começo de uma longa vida, vivida juntos. Que Deus, em Cristo e pelo Espírito Santo continue a nos abençoar, assim como nos abençoou no dia da nossa bênção matrimonial...




CURIOSIDADE:

Bodas de casamento é uma comemoração que celebra o aniversário de casamento, onde se renova as promessas trocadas entre o casal.

Boda é uma palavra que tem origem no latim "vota", que significa "promessa" ou “voto”. É uma festa em que se celebra um casamento. O nome é mais usado no plural: bodas, que se refere aos votos matrimoniais feitos no dia do casamento. Assim sendo, as bodas de casamento são comemoradas a cada ano na data em que foi celebrada a cerimônia de casamento. Para cada ano de bodas foi estabelecido um material representativo para nomear o período.

As festas das bodas surgiram na Alemanha, onde era costume em pequenos povoados, oferecer uma coroa de prata aos casais que completassem 25 anos de casados, e outra de ouro aos que chegassem aos 50 anos de casados. Então, com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para cada aniversário de casamento. Quanto mais tempo de casado, maior é a importância do material representativo, que vai do mais frágil ao mais valorizado.

A tradição foi se formando como uma homenagem aos anos que os casais permanecem juntos. Segundo a tradição, cada ano de aniversário de casamento é comemorado tendo como associação um material que representa a relação do casal.




domingo, 9 de janeiro de 2011

Sílvia Beatrice Genz- 2ª vice presidenta da IECLB



Ah, que processo longo...
Primeiro disseram que éramos necessárias para “melhorar a aparência” dos homens estudantes que estudavam Teologia. Mas que não se excedesse 10% do quadro discente.
Depois, falaram que deveríamos “buscar lugar”, sozinhas, já que uma estrutura não podia mandar nas comunidades.
E fomos pelas comunidades, pelos campos de trabalho – avenidas e vielas – descobrindo trabalho – muito trabalho.
Temos desempenhado bem nossa tarefa de pastoras, no zelo, no cuidado, no engajamento. Modificamos, com nossa presença, a linguagem, o jeito de celebrar. Modificamos mesmo sem querer. Tínhamos o chamado de Jesus – que modificou o jeito da comunidade judaica percebendo e chamando mulheres para o seu movimento.
Houve um dia que fomos consideradas “peças decorativas”, daquelas que não são imprescindíveis.
Em muitos casos, enxergaram-nos como concorrentes, sem perceber que falávamos somente da multiforme graça de Deus.
É a primeira vez que uma de nós aceita a indicação de ser da “presidência” da igreja. Pode não ser muito, para quem está acostumado a exercer cargos. Mas nós não estamos. Temos trabalhado como muitas antes de nós: na assessoria, no planejamento, no desempenho das tarefas.
Ter uma mulher na presidência da igreja pode não modificar em nada a estrutura da organização. Mas essa mulher que foi escolhida no último Concílio, representa muitas de nós. Porque não se coloca acima de nós, não se coloca como melhor do que ninguém, não quis o voto por ganância de poder ou por capricho.
Ela havia sido indicada em muitos Concílios antes deste. Mas como outras tantas mulheres que trabalham e têm crianças, preferiu sempre zelar por suas filhas até que elas estivessem adultas, mesmo que isso representasse uma certa “ausência” nos Concílios a que fora indicada.
Por isso, a nossa alegria está perpassando as comunidades. Alguém de nós vai estar pertinho das decisões mais elementares, deixando a igreja ainda mais apta a escutar clamores diferentes.
Estamos felizes sim, por esse dia. A presença feminina não está sendo nem fruto de “ordens internacionais”, nem de busca por peças decorativas. A presença de Sílvia é fruto do engajamento anterior em comunidades, da escuta e convívio com outras ministras como ela e atuará neste vínculo, nesta forma de “presidir”.

Abraços sororais.
Pa. Margarete Emma Engelbrecht


segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional das Mulheres



Hoje é um dia especial de reflexão. Somos convidados a olhar para a mulher e sua história de lutas e conquistas. Olhando para esta história nos damos conta de quanto hoje podemos viver, estudar e ter graças a mulheres corajosas que não deixaram de falar e reivindicar aquilo que acreditavam. Hoje é tempo de recordar um dia triste que marcou a vida pessoal e familiar de muitas pessoas, mas que para além da desgraça conseguiu nos trazer um alerta e nos ajudar a recordar aquilo que jamais poderá ser esquecido. Muito já foi conquistado, mas muito ainda precisa ser mudado, sobretudo quando falamos de oportunidades, reconhecimento e violência. Para este dia convido, então, a refletirmos a partir desta história que marca o Dia Internacional da Mulher e o faço com as palavras escritas por Luiz Carlos Ramos e Edemir Antunes Filho:

“Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos - roupas que elas mesmas jamais vestiriam. Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaíam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida. Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas, e com o colo molhado pelas lágrimas, gestavam sonhos de esperança: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares. Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão. Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal. No dia 8 de março de 1857 as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório onde 129 mulheres foram sacrificadas. Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal. Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor inspiraram Clara Zetkin, a propor, durante o Congresso Internacional de Mulheres realizado na Noruega, em 1910, a instituição do Dia Internacional da Mulher. Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs e tecelões de uma nova História”.



Hoje, mulheres e homens são convidados a lutar por dignidade e respeito, por uma vida com paz e justiça. Somos, também, convidados a nos espelharmos em Jesus Cristo que viveu e ensinou a respeito do Reino de Deus. Que falou a mulheres a respeito do Reino e as motivou, junto com os homens, a serem testemunhas deste Reino. Que as valorizou e lhes deu dignidade e respeito. Que as encorajou a falar daquilo que viram e ouviram, a serem testemunhas da ressurreição.
Certa vez alguém escreveu: “Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-o, acolhe-o, segue-o, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. E traça sendas de esperança para a humanidade. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade”. E eu digo mais: “Bem aventurado é o homem que a acompanha nesta proposta de vida...”



Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! (Isaías 52.7)



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Advento - Tempo de espera


Advento é tempo de espera. Mas também é tempo de mover-se e de compromisso efetivo.
No espírito do Advento, que venha o amanhã, traga luz a humanidade e dissipe a escuridão,
especialmente da violência e da injustiça.


Abençoado tempo de Advento

Sonja e João

(Nós também estamos na espera maravilhosa do dia 20.02.2010)

Preparando o Casamento



Fotos para o convite do Casamento...